Cordel do
Fogo Encantado

 Foto: Jonas Tucci

Foto: Jonas Tucci

 
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No ano de 1997, em Arcoverde, sertão de Pernambuco, no Nordeste brasileiro, surgiu um grupo cênico-musical, compartilhando o teatro e a poesia oral e escrita dos cantadores e ritmos afro-indígenas da região. E, dessa mistura, nasceu o espetáculo: Cordel do Fogo Encantado.

Sucesso de público, o espetáculo percorreu o interior pernambucano por dois anos, até que, no carnaval de 1999, o Cordel se apresentou no Festival Rec-Beat, em Recife, e adaptou a narrativa do Fogo Encantado aos palcos de rua. A estreia no carnaval pernambucano chamou a atenção da crítica. O que já era um sucesso regional ultrapassou as fronteiras, ganhando visibilidade em outros estados e a condição de revelação da música brasileira.

José Paes de Lira (Lirinha), Clayton Barros, Emerson Calado, Nego Henrique e Rafael Almeida (do Morro da Conceição) lançaram três discos: Cordel do Fogo Encantado (2001), produzido por Naná Vasconcelos, O Palhaço do Circo Sem Futuro (2002), co-produzido pelos próprios integrantes e por Buguinha Dub e Ricardo Bolognine e Transfiguração (2006) produzido por Carlos Eduardo Miranda e Gustavo Lenza.

A banda seguiu transitando pelos palcos do Brasil, mas, em 2010, Lirinha anunciou que o Cordel iria parar de se apresentar e que os integrantes iriam trilhar diferentes caminhos.

Em 2018, após diversas especulações acerca de uma possível volta, eles anunciaram o quarto disco e o retorno aos palcos.